Recentemente saiu um release um tanto quanto tendencioso da Assessoria de Imprensa da Diretoria Administrativa da UnC.
Eu iria comentar sobre o assunto, mas achei um artigo do Prof. Nilson Thomé*, que fala sobre este fato, então, acho mais prático transcrever o dele do que escrever um meu, já que partilho da mesma opinião.
Aliás, estou publicando este artigo sem a autorização expressa do autor, então, Prof. Nilson, se você estiver lendo, por favor, não me processe. Tal como acontece com os medicamentos importantes, estou "quebrando a patente" do seu artigo por uma boa causa ;)
Ahhh e antes que eu me esqueça, caso não tenha ficado claro, a Zona apóia totalmente o processo de unificação/simplificação da UnC, brilhantemente conduzido pelo Ministério Público através da 25ª Promotoria de Justiça da Capital e cede os direitos de uso do logotipo "Unificação JÁ!" (criado pela Gerência) que ilustra o artigo abaixo, para qualquer pessoa ou associação que queira utilizá-lo, desde que para a mesma finalidade.
Processo de simplificação da UnC: discussão chega às ruas
Em data de 17 de setembro, um press-release saiu voando da assessoria de imprensa da administração-administrativa de uma instituição caçadorense em direção à redação de jornais impressos e jornais on-line de Caçador e, após telefonemas [sic], o release foi estampado tal qual foi produzido, em alguns veículos de comunicação, só com títulos diferentes, destacando que o Conselho Diretor da UnC-Caçador estaria levantando e discutindo questões, como “interrupção da filantropia, aumento das mensalidades, incerteza quanto a aplicação dos recursos arrecadados no próprio campus e as dívidas das fundações” na pauta da unificação da UnC. A instituição tem todo o direito de se manifestar. Pena que só fatores negativos foram apontados neste release.
Percebe-se que há muitas diferenças e divergências no interior da UnC-Caçador, pois no dia seguinte, 18 de setembro, consta que foi organizado um “Comitê Voluntário em prol da Unificação da Universidade”, reunindo não só caçadorenses, mas amigos de Caçador nas outras cidades, imbuídos de boa-vontade para rebater, futuramente, estes alegados pontos pseudo-negativos, e destacar os pontos positivos que advirão com a unificação.
Em resposta ao que foi mandando publicar, de imediato, começou a ser distribuído um panfleto no Campus de Caçador da UnC e nas ruas adjacentes sob o titulo “Manifesto Popular”, anunciando aos quatro cantos que “segmentos populares das cidades-sedes dos campi e núcleos da UnC decidem – espontânea e voluntariamente – assumir posição pública e crítica em defesa da Universidade do Contestado, com o único intuito de luta pela manutenção da integridade, da autonomia e da independência da educação superior na Região do Contestado”, explicando que isso estava sendo feito “diante da constatação da existência de tentativas de desestruturação da nossa Universidade do Contestado, em Caçador, promovidas por pessoas estranhas ao meio acadêmico”.
O manifesto, que sem rodeios ou delongas, foi direto ao epicentro da questão, expôs que a UnC “é uma universidade unificada academicamente desde 1990, mas ainda não está unificada administrativamente, com o que vem se permitindo que, em cada cidade, exista um segmento separado, independente, como se a UnC fosse cinco UnCs diferentes”. E mais: Consta no documento, que as representações “das sociedades municipais, das comunidades acadêmicas, das assembléias, dos conselhos curadores, conselhos diretores, diretorias administrativas, diretorias acadêmicas, quadros de professores e de técnicos em educação, e da parte mais importante envolvida – os alunos matriculados nos cursos superiores da UnC – de quatro destas Fundações (Canoinhas, Concórdia, Curitibanos e Mafra) já discutiram, votaram e aprovaram a decisão pela unificação já”. Aí o leitor pode perguntar: “...mas, e Caçador?”
Concluiu o manifesto, com o dedo do tal segmento popular em riste: “Há relutância dos atuais dirigentes administrativos da Fundação UnC de Caçador, que não pertencem ao meio acadêmico, de finalizar a adesão pela unificação, contrariando a vontade popular. Em março de 2009, os alunos, os professores e os funcionários da UnC de Caçador já de manifestaram em assembléias pela unificação já”. Isso está escrito no panfleto distribuído pelo Comitê, exatamente com estas letras, que não são contrárias às nossas.
A iniciativa da instituição deste “Comitê Voluntário em prol da Unificação da Universidade” por segmentos populares, principalmente professores, funcionários e alunos do Campus da UnC de Caçador, e como informa, também por pessoal de fora de Caçador, ampliou a expansão do tema “unificação da UnC” para mais longe.
O termo mais ajustável a este processo é “simplificação da UnC”, pois entende-se que a UnC já é unificada, ao menos pedagogicamente, e então, a UnC já é una na sua essência. Resta, pois, simplificar os excessos burocráticos e amenizar os inchassos administrativos existentes em cada unidade (campus).
Se está claro e bem iluminado para toda a comunidade caçadorense que a unificação administrativa da UnC é necessária e interessante, resta saber, então: para quem e porque a unificação seria desnecessária e desinteressante? Boa pergunta essa!
Por falar nisso, onde se assina adesão a este comitê voluntário?
Nilson Thomé, em 19.09.2009.
*Nilson Thomé, Doutor em Educação pela UNICAMP, é jornalista, historiador e professor universitário.
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